Apenas 1 em cada 5 brasileiros tem ensino superior

Um diploma ainda é exceção, não regra
O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE em fevereiro de 2025, mostrou que 18,4% da população com 25 anos ou mais tinha ensino superior completo. Para efeito de comparação, em 2000 esse percentual era de apenas 6,8% e, em 2010, de 11,3%.
Houve avanço real: a proporção quase triplicou em duas décadas, um crescimento de 2,7 vezes. Ainda assim, o número deixa claro que possuir uma graduação no Brasil continua sendo um diferencial de uma minoria.
E aqui mora a leitura que poucos fazem: quando algo é raro e, ao mesmo tempo, valorizado pelo mercado, ele se torna uma vantagem competitiva. O diploma é exatamente isso.
Se 4 em cada 5 brasileiros não têm diploma, quem conclui a graduação disputa vagas com uma concorrência muito menor do que imagina.
A proporção de adultos com diploma saiu de 6,8% (2000) para 18,4% (2022).
Entre 18 e 24 anos, 56,4% estavam matriculados em algum curso superior em 2022.
O estado líder tem mais que o triplo de diplomados do último colocado.
Duas décadas de avanço no ensino superior
O Brasil formou mais gente do que nunca, mas partiu de uma base muito baixa. Os dados ajudam a dimensionar o salto e o tamanho do caminho que ainda falta.
6,8%: tinham diploma em 2000
11,3%: tinham diploma em 2010
2,7x: de crescimento em 22 anos
~4 em 5: adultos ainda sem graduação
56,4%: dos jovens de 18 a 24 estudando no superior
Quantas pessoas têm diploma em cada estado
A distância entre o topo e a base do ranking é enorme. Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentram os maiores percentuais; Norte e Nordeste aparecem mais abaixo. O gráfico usa a população de 18 anos ou mais, a mesma base do mapa oficial do Governo Federal.
# | Unidade da Federação | % com superior completo |
|---|---|---|
1 | Distrito Federal | 33,16% |
2 | São Paulo | 21,54% |
3 | Santa Catarina | 19,69% |
4 | Paraná | 19,20% |
5 | Amapá | 18,03% |
5 | Mato Grosso do Sul | 18,03% |
7 | Rio de Janeiro | 17,83% |
8 | Rio Grande do Sul | 17,35% |
9 | Mato Grosso | 16,89% |
- | BRASIL (média nacional) | 16,75% |
10 | Espírito Santo | 16,71% |
11 | Goiás | 16,52% |
12 | Minas Gerais | 16,33% |
13 | Tocantins | 16,26% |
14 | Roraima | 16,13% |
15 | Acre | 15,03% |
16 | Rondônia | 14,21% |
17 | Rio Grande do Norte | 13,61% |
18 | Sergipe | 13,35% |
19 | Paraíba | 13,16% |
20 | Amazonas | 12,97% |
21 | Pernambuco | 12,62% |
22 | Piauí | 12,54% |
23 | Alagoas | 11,85% |
24 | Ceará | 11,51% |
25 | Bahia | 10,77% |
26 | Pará | 10,58% |
27 | Maranhão | 9,86% |
Nota metodológica: os percentuais por estado acima usam a base de população com 18 anos ou mais, conforme o mapa oficial do Governo Federal com dados do Censo 2022. Na divulgação oficial do IBGE, que considera a população de 25 anos ou mais, a média nacional sobe para 18,4% e o ranking dos extremos se mantém: Distrito Federal lidera com 37,0%, seguido por São Paulo (25,0%) e Rio de Janeiro (24,2%), enquanto Maranhão (11,4%), Bahia (11,9%) e Paraíba (12,7%) ficam na base. As duas bases são recortes etários diferentes da mesma pesquisa.
O diploma cresce, mas a desigualdade persiste
O acesso ao ensino superior aumentou em todos os grupos, e cresceu mais rápido justamente entre quem partia de baixo. Mesmo assim, as distâncias por cor e por gênero continuam visíveis nos dados do Censo 2022.
🎨 Por cor ou raça
De 2000 a 2022, a proporção com diploma subiu 2,6x entre brancos, 5,2x entre pardos e 5,8x entre pretos. Cresce mais rápido na base, mas a distância ainda é grande.
♀️ Por gênero
As mulheres já têm mais diploma que os homens, mas ainda ganham cerca de 60% do que eles recebem entre os graduados. Mais estudo, menos renda.
Por que o esforço compensa no bolso
A escassez de diplomas tem um efeito direto na remuneração. Os dados da PNAD Contínua, do IBGE, mostram que a graduação continua sendo um dos investimentos com melhor retorno no Brasil.
+126%: de renda sobre quem tem só o ensino médio
+305%: de renda sobre quem não tem instrução
15 anos: de carreira adiantados pelo diploma na renda média
Em termos práticos: o salário médio de quem tem ensino superior equivale ao que um profissional com ensino médio só alcançaria depois de cerca de 15 anos de trabalho. O diploma não garante sucesso, mas muda o ponto de largada.
A porta de entrada que derrubou as barreiras
Por décadas, fazer faculdade exigia morar perto de um campus e ter dinheiro para mensalidades altas. O ensino a distância mudou essa equação e se tornou o principal vetor de acesso ao diploma no país.
Em 2024, pela primeira vez, as matrículas em graduação a distância superaram as presenciais, segundo o Censo da Educação Superior do INEP.
Só em 2023 o EAD cresceu 13,4% em matrículas, enquanto o presencial recuou 1,0%. A tendência se confirmou em 2024.
O EAD foi responsável pelo ingresso de mais de 3 milhões de alunos e leva graduação a municípios sem oferta presencial.
Estudar a distância permite conciliar faculdade, trabalho e família, o principal motivo de evasão no modelo tradicional.
Sem custos de deslocamento e com mensalidades menores, o EAD reduz a barreira financeira que afasta tanta gente do diploma.
Diplomas EAD de instituições reconhecidas pelo MEC têm a mesma validade dos cursos presenciais no mercado de trabalho.
Dúvidas sobre ensino superior no Brasil
Quantos brasileiros têm ensino superior completo?
Segundo o Censo 2022 do IBGE, 18,4% da população com 25 anos ou mais tinha ensino superior completo. Em 2000 esse percentual era de 6,8% e em 2010 era de 11,3%, um crescimento de 2,7 vezes em duas décadas.
Qual estado tem mais pessoas com diploma?
O Distrito Federal lidera, com 37,0% da população de 25 anos ou mais com diploma, seguido por São Paulo (25,0%) e Rio de Janeiro (24,2%). As menores proporções estão no Maranhão (11,4%), Bahia (11,9%) e Paraíba (12,7%).
Quem tem ensino superior ganha quanto a mais?
De acordo com a PNAD Contínua do IBGE, trabalhadores com ensino superior completo ganham em média 126% mais do que quem tem apenas o ensino médio, e até 305% mais do que pessoas sem instrução.
O EAD já superou o ensino presencial no Brasil?
Sim. Em 2024, pela primeira vez, o número de matrículas em graduação a distância superou o presencial, chegando a 50,7% do total, segundo o Censo da Educação Superior do INEP.
Diploma EAD tem o mesmo valor que o presencial?
Sim. O diploma de um curso a distância de instituição reconhecida pelo MEC tem exatamente a mesma validade legal de um curso presencial, tanto para concursos quanto para o mercado de trabalho.
Vale a pena fazer faculdade EAD na UFEM?
Para quem precisa conciliar estudo com trabalho e quer um diploma com flexibilidade de horário e local, o EAD da UFEM é uma porta de entrada concreta para o grupo dos brasileiros com ensino superior. Fale com a equipe pelo WhatsApp para conhecer os cursos disponíveis.



