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Perícia Econômica e Financeira: Salário, Mercado e Curso 2026

Perito revisando documentos financeiros e laudos periciais em escritório

Quem calcula o valor econômico de uma disputa judicial?

É o economista ou contador habilitado a transformar uma disputa em número com metodologia técnica: quanto vale uma empresa, qual foi o prejuízo real, se um plano de recuperação judicial é economicamente viável. A pós-graduação em Perícia Econômica e Financeira forma quem já atua ou quer atuar com essa especialização, prevista pela Lei 11.101/2005 e pelas resoluções do COFECON.

O trabalho começa muito antes do laudo ficar pronto: é levantar balanços, contratos e extratos, aplicar métodos de avaliação de empresas e ativos, calcular lucros cessantes e danos emergentes com critério defensável em juízo, e responder tecnicamente pelo que assina. Na prática, a perícia econômico-financeira aparece em disputas bancárias de SFH, leasing, cartão de crédito e crédito rural, em liquidação de sentença trabalhista e, cada vez mais, em processos de recuperação judicial e falência.

O mercado formal tem dois CBOs centrais: Perito Econômico, CBO 2512-05, cuja perícia econômica ou financeira é atividade técnica privativa do economista segundo a Resolução COFECON 860/1974, e Perito Judicial Contábil, CBO 2522-15, que responde ao CFC e aplica a NBC TP 01 (R2). Esta pós trata do cálculo econômico-financeiro da causa, avaliação, danos, viabilidade, não da investigação de fraude, que é o recorte de outra especialização em contabilidade forense.


“Análises, opiniões e laudos que envolvam matéria econômico-financeira estão compreendidos no campo de atuação privativo do economista.”

Entendimento consolidado pelo Conselho Federal de Economia, Resolução COFECON 1.377/1978

Avaliação de empresas e ativos

Aplica métodos técnicos para apurar o valor econômico de empresas, participações societárias e ativos em disputa.

Cálculo de danos e lucros cessantes

Quantifica danos emergentes e lucros cessantes com critério técnico defensável em processo judicial e extrajudicial.

Viabilidade de recuperação judicial

Analisa, conforme a Lei 11.101/2005, se o plano de recuperação de uma empresa em crise é economicamente sustentável.

Laudo técnico-pericial

Elabora o laudo que responde civil, penal e eticamente pelo que assina, como auxiliar da Justiça nomeado por juiz.

Perícia Econômica e Financeira em números

Dados do CNJ, da Serasa Experian, do CJF e do Portal Salário com base no CAGED.

40,9 milhões: Novos processos que entraram no Judiciário brasileiro em 2025, recorde histórico, segundo o relatório Justiça em Números 2026 do CNJ.

59 milhões: Processos efetivamente tramitando no Judiciário brasileiro, de um estoque total de 75,5 milhões, segundo o CNJ.

2.466: Empresas em recuperação judicial no Brasil, recorde histórico da série, segundo a Serasa Experian.

977: Novos pedidos de recuperação judicial em 2025, alta de 13% sobre 2024 e o maior volume desde 2016, segundo a Serasa Experian.

R$ 1.629: Honorário pericial máximo, com majoração técnica, para laudo econômico-financeiro complexo na Justiça Federal gratuita, pela Resolução CJF 937/2025.

20 vagas: Vagas do concurso do TCE-SC 2026, banca FGV, sendo 2 imediatas para a especialidade de Economia.

Comparação de teto salarial entre as duas ocupações centrais de perícia econômico-financeira · Fonte: Portal Salário/CAGED

Quanto ganha um perito econômico-financeiro?

O Portal Salário, com base no CAGED, traz a faixa salarial de quem atua com perícia econômica e financeira, para carteira assinada, no período de agosto de 2025 a julho de 2026.

Faixa salarial · Perito Econômico, CBO 2512-05

  • Piso: R$ 5.027
  • Mediana: R$ 6.500
  • Média: R$ 9.210
  • Teto de mercado: R$ 16.846

Fonte: Portal Salário/CAGED, CBO 2512-05, agosto de 2025 a julho de 2026, amostra de 2.012 profissionais. Barras na mesma escala, com o teto de mercado como referência de 100%.

Referências reais do mercado em 2026

A tabela reúne a faixa do CAGED das duas ocupações centrais e o salário inicial do concurso mais recente com vaga específica de Economia.

Referência

Valor

Perito Econômico, piso a teto (CBO 2512-05)

R$ 5.027 a R$ 16.846

Perito Judicial Contábil, piso a teto (CBO 2522-15)

R$ 4.043 a R$ 8.562

Concurso TCE-SC 2026 (FGV), Economia, inicial

R$ 18.984

Concurso Sefaz-SP 2026 (FCC), APOFP, inicial*

R$ 11.359

*O cargo de Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas do Sefaz-SP aceita nível superior em qualquer área e não é exclusivo de Economia; listado aqui como referência de mercado em perícia e controle, não como vaga específica da profissão.

Tendências de Perícia Econômica e Financeira para 2026

Seis movimentos que estão mudando o trabalho de quem calcula o valor econômico de uma disputa.

Recorde de recuperações judiciais aquece a demanda

Com 977 novos pedidos em 2025, o maior volume desde 2016, cresce a procura por perícia de viabilidade econômica em processos de recuperação e falência.

Disputas bancárias continuam alimentando a pauta pericial

Revisão de contratos de SFH, leasing, cartão de crédito e crédito rural seguem entre as perícias econômico-financeiras mais frequentes na Justiça.

Inteligência artificial apoia o modelo, não substitui o laudo

Ferramentas de IA já ajudam a organizar dados financeiros volumosos, mas a responsabilidade técnica e a assinatura continuam sendo do perito.

Nova tabela de honorários valoriza a especialização

A Resolução CJF 937/2025 permite majorar em até três vezes o honorário pericial para quem comprova especialização e complexidade técnica.

Tribunais de Contas reabrem vagas específicas de Economia

O TCE-SC 2026, banca FGV, reservou vagas próprias para Economia com remuneração inicial acima de R$ 18 mil, sinal de valorização do perfil técnico.

Liquidação de sentença em massa vira rotina trabalhista

Grandes disputas coletivas consolidam o cálculo de liquidação como demanda constante para quem domina perícia econômico-financeira.

Atribuições de quem atua em Perícia Econômica e Financeira

Atividades previstas pela Lei 11.101/2005 e pelas resoluções do COFECON para a perícia econômico-financeira.

Perguntas sobre Perícia Econômica e Financeira

As dúvidas mais comuns de quem pesquisa a área e a pós-graduação, respondidas com dado e base legal.

O que faz um perito em economia e finanças?

O perito em economia e finanças calcula, com metodologia técnica, o valor econômico de uma disputa: avalia empresas e ativos, calcula lucros cessantes e danos emergentes, analisa a viabilidade econômica de planos de recuperação judicial e atua em disputas bancárias como SFH, leasing e crédito rural. O laudo que produz vira prova técnica em processos judiciais e extrajudiciais.

Qual a diferença entre perito econômico e perito contábil?

O perito econômico, CBO 2512-05, é formado em Economia e tem a perícia econômico-financeira como atividade técnica privativa, segundo as Resoluções COFECON 860/1974 e 1.377/1978. Já o perito judicial contábil, CBO 2522-15, é formado em Ciências Contábeis e aplica a metodologia da NBC TP 01 (R2) do CFC. Os dois podem atuar em processos semelhantes, mas respondem a conselhos profissionais diferentes, CORECON e CRC.

Preciso ser economista para atuar como perito econômico-financeiro?

Não precisa ser economista para fazer a pós-graduação, mas para assinar laudo de perícia econômico-financeira como atividade privativa é preciso ter graduação em Ciências Econômicas e registro ativo no CORECON, conforme a Lei 1.411/1951. Quem é formado em Ciências Contábeis e tem registro no CRC pode atuar como perito judicial contábil em processos com outro recorte técnico.

Quanto ganha um perito econômico-financeiro no Brasil?

O perito econômico, CBO 2512-05, tem média de R$ 9.210,05, piso de R$ 5.027,20 e teto de R$ 16.846,25. O perito judicial contábil, CBO 2522-15, tem média de R$ 5.422,45, piso de R$ 4.043,20 e teto de R$ 8.562,08, segundo o Portal Salário com base no CAGED, agosto de 2025 a julho de 2026.

Preciso de registro no CORECON para atuar como perito?

Sim, para atuar como perito econômico-financeiro é preciso ter registro ativo no Conselho Regional de Economia, o CORECON, conforme a Lei 1.411/1951, que regula a profissão de economista. A pós-graduação não substitui o registro: é um diferencial técnico que soma à habilitação já exigida pelo conselho.

Essa pós-graduação vale para concurso público?

Sim. A pós é reconhecida pelo MEC, segue o Decreto 9.057/2017 e a Resolução CNE/CES 1/2018, que regulam a educação a distância no Brasil, e tem validade nacional para prova de títulos em concurso público, exatamente como uma pós-graduação presencial. O concurso do TCE-SC 2026, banca FGV, por exemplo, reservou vagas específicas para a especialidade de Economia.

Por que a demanda por perícia econômica está em alta?

O Brasil registrou 977 novos pedidos de recuperação judicial em 2025, o maior volume desde 2016, com 2.466 empresas em recuperação judicial simultaneamente, segundo a Serasa Experian. Cada processo de recuperação exige, pela Lei 11.101/2005, uma análise técnica de viabilidade econômica, o que amplia a demanda por perícia especializada.

Quanto tempo dura o curso e quanto custa?

A pós-graduação é 100% EAD e pode ser concluída em até 6 meses, sem precisar esperar o calendário de um semestre letivo tradicional. O investimento é de R$ 1.908,00, com valor à vista de R$ 715,50 ou em 12 vezes no cartão de crédito.

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