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Segunda graduação em Engenharia de Dados: 12 ou 18 meses para quem já é de TI

Cientista de dados sorrindo, com camisa casual azul, segurando um notebook aberto, em um escritório de tecnologia moderno com telas de gráficos desfocadas

A segunda graduação em Engenharia de Dados leva 12 meses para bacharéis em computação e engenharias de TI e 18 meses para tecnólogos de TI e engenheiros de produção. O curso é 100% online, não tem presencialidade e termina com o diploma de bacharel emitido pela Unicive.

O Portal Salário registra o cargo de engenheiro de dados no CBO 2122-05, com média de R$ 14.487,78 por mês no Novo CAGED de setembro de 2025 a agosto de 2026.

Simule o seu prazo: abra o simulador da UFEM com Engenharia de Dados selecionada. Você informa a sua graduação e vê, na hora, a trilha que vale para você.

Quanto tempo leva a segunda graduação em Engenharia de Dados?

Depende da sua primeira graduação: 12 meses para bacharéis em computação e engenharias de TI e 18 meses para tecnólogos de TI e engenheiros de produção. Veja as trilhas:

Trilha

Para quem

Carga horária

Disciplinas

12 meses (4 trimestres)

Bacharéis em computação e engenharias de TI

1.205 horas

12

18 meses (6 trimestres)

Tecnólogos de TI e engenheiros de produção

1.785 horas

18

Prazos e cargas do catálogo da Unicive, consultado em 14 de outubro de 2026. O aproveitamento da sua graduação é confirmado pela secretaria acadêmica na matrícula.

Veja a página de cada trilha: 12 meses para bacharéis em computação e engenharias de TI e 18 meses para tecnólogos de TI e engenheiros de produção.

Quem pode fazer a segunda graduação em Engenharia de Dados?

Bacharéis em Ciência da Computação, Sistemas de Informação e engenharias de TI (Computação, Software, Sistemas, DevOps e Segurança Cibernética) fazem a trilha de 12 meses. Tecnólogos de TI, como Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados e Ciência de Dados, e bacharéis em Engenharia de Produção fazem a trilha de 18 meses.

Ao todo, a trilha de 12 meses aceita 7 formações e a de 18 meses aceita 14 formações. A lista completa está na página de cada trilha.

Formado em outra área? Veja as outras opções no simulador da UFEM

Tem TCC, estágio ou aula presencial?

Tem TCC e estágio supervisionado, os dois obrigatórios na Engenharia. Não tem aula presencial: você aproveita a presencialidade que já cumpriu na primeira graduação.

Para a matrícula, basta o diploma de graduação. A análise só confere se ele é autêntico. TCC e estágio variam de curso para curso na segunda graduação; na Engenharia, os dois entram sempre.

O que você estuda na segunda graduação em Engenharia de Dados?

A grade segue o caminho do dado. Começa na coleta, com crawlers e web scraping, passa por modelagem e gerenciamento de bancos de dados, inclusive NoSQL, e chega à análise: exploratória, de regressão e de correspondência, business intelligence, big data e data mining. Processamento de linguagem natural e blockchain completam a trilha de 12 meses.

A trilha de 18 meses acrescenta data mining e data warehouse, estruturas de dados, gerenciamento de redes, gestão de projetos, séries temporais e inteligência artificial e machine learning.

Grade completa, trimestre a trimestre: 12 meses para bacharéis em computação e engenharias de TI ou 18 meses para tecnólogos de TI e engenheiros de produção.

O que faz um engenheiro de dados?

Ele constrói o caminho que leva o dado da origem até quem decide: coleta, organiza, guarda e deixa a informação pronta para análise e para modelos de IA. A CBO não tem um código chamado engenheiro de dados. No CAGED, o cargo aparece no CBO 2122-05, da família dos engenheiros em computação, e o código mais próximo de análise é o 2112-20, cientista de dados.

Atividades típicas da ocupação, segundo a CBO:

  • Projetar aplicativos em linguagem de médio e alto nível
  • Codificar aplicativos
  • Testar a solução projetada
  • Configurar o ambiente operacional
  • Monitorar o nível de uso dos recursos

As vagas ficam em empresas de software e serviços de TI, consultorias de dados, provedores de nuvem e data centers, e nas áreas de dados de bancos, varejo, telecomunicações, saúde e indústria.

Quanto ganha um engenheiro de dados no Brasil?

A média é de R$ 14.487,78 por mês no CBO 2122-05, com piso de R$ 9.575,00 e teto de R$ 26.000,00, em 6.351 admissões e desligamentos com carteira assinada no Novo CAGED de setembro de 2025 a agosto de 2026 (Portal Salário, atualizado em 8 de outubro de 2026). Para comparar: o cientista de dados (CBO 2112-20) teve média de R$ 10.356,19 no mesmo período.

Estado

Média mensal

Santa Catarina

R$ 16.200,53

São Paulo

R$ 16.089,48

Minas Gerais

R$ 12.716,36

Média por estado entre os seis que têm página própria no Portal Salário para o CBO 2122-05. Fonte: Portal Salário, com dados do Novo CAGED.

Como está o mercado de dados no Brasil?

  • US$ 67,8 bilhões foi o mercado brasileiro de TI em 2025, alta de 18,5% segundo a ABES, que coloca o país em 10º no ranking mundial de investimentos em TI.
  • R$ 181,6 bilhões é a projeção de investimentos em big data e analytics no Brasil de 2026 a 2029, cerca de 18% ao ano (Brasscom, Relatório Setorial 2025).
  • R$ 736,6 bilhões é a projeção de investimentos em inteligência artificial no mesmo período, cerca de 20% ao ano (Brasscom).
  • 41,9% das indústrias com 100 ou mais pessoas ocupadas usavam inteligência artificial em 2024. Em 2022 eram 16,9% (IBGE, PINTEC Semestral).

O que está mudando no trabalho com dados?

A IA generativa puxa o mercado

Segundo a ABES, a inteligência artificial, especialmente a generativa, foi o principal motor de crescimento do mercado de TI em 2025. Para 2026, a projeção é de alta de 5,3%.

Falta gente qualificada

Entre as indústrias que não adotaram tecnologias digitais avançadas, a falta de pessoal qualificado foi o motivo que mais cresceu: de 46,4% em 2022 para 60,6% em 2024 (IBGE). No mesmo período, o uso de análise de big data subiu de 23,4% para 27,8%.

Data centers no país

A Lei 15.504, sancionada em 15 de setembro de 2026, criou o Redata, regime que desonera equipamentos para data centers e exige que ao menos 10% da capacidade fique disponível ao mercado nacional.

Nuvem lidera os investimentos

A Brasscom projeta R$ 765,6 bilhões em computação em nuvem de 2026 a 2029, o maior valor entre as tecnologias do estudo, à frente de IA e de big data.

Vagas pedem mais experiência

A Brasscom projeta 33,5 mil empregos novos com carteira assinada em TIC em 2026, e mais da metade deve ser de nível pleno ou acima. Nuvem, cibersegurança, IA e inglês lideram as habilidades pedidas.

Como começar a segunda graduação em Engenharia de Dados?

Confira a sua formação no simulador da UFEM e abra a página da trilha que combina com você: 12 meses para bacharéis em computação e engenharias de TI ou 18 meses para tecnólogos de TI e engenheiros de produção.

Prefere falar com uma pessoa? Chame a UFEM no WhatsApp e diga qual é a sua graduação.

Leia também: Por que ter uma segunda graduação e Segunda graduação em Engenharia de Software.

Perguntas frequentes sobre a segunda graduação em Engenharia de Dados

Quanto tempo dura a segunda graduação em Engenharia de Dados?

12 meses para bacharéis em computação e engenharias de TI e 18 meses para tecnólogos de TI e engenheiros de produção, sempre 100% online. O prazo da sua trilha depende da sua formação e é confirmado na matrícula.

Quem emite o diploma?

A Unicive (Centro Universitário Cidade Verde, antiga UniFCV), credenciada no e-MEC com o código 3649. Você recebe o diploma de bacharel em Engenharia de Dados.

A profissão de engenheiro de dados é regulamentada?

Não há lei que regulamente a profissão de engenheiro de dados, e o catálogo de títulos do Confea (junho de 2026) não traz título com a palavra dados. A área segue a regra geral do livre exercício profissional (Constituição, art. 5º, XIII).

Engenheiro de produção pode fazer Engenharia de Dados?

Pode. O bacharelado em Engenharia de Produção está na lista da trilha de 18 meses, ao lado de 13 cursos tecnológicos de TI.

Qual a diferença entre engenheiro e cientista de dados?

O engenheiro constrói e mantém a estrutura que coleta, guarda e entrega os dados. O cientista usa esses dados para análises e modelos. Na CBO, o cientista tem código próprio (2112-20); o engenheiro aparece no CAGED pelo 2122-05.

Fontes

Dados de mercado conferidos em 15 de outubro de 2026.

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