Segunda graduação em Engenharia de Produção: 12 meses para engenheiros, 24 para gestores

A segunda graduação em Engenharia de Produção leva 12 meses para quem já é engenheiro e 24 meses para bacharéis e tecnólogos de gestão e indústria. É tudo online, sem presencialidade, e o diploma de bacharel é emitido pela Unicive.
Entre as engenharias da segunda graduação da UFEM, é a que aceita mais formações: 20 engenharias na trilha de 12 meses e 35 formações na de 24. No mercado, o engenheiro de produção teve média de R$ 11.529,56 por mês no Novo CAGED até agosto de 2026.
Simule o seu prazo: abra o simulador da UFEM com Engenharia de Produção selecionada. Você informa a sua graduação e vê, na hora, a trilha que vale para você.
Quanto tempo leva a segunda graduação em Engenharia de Produção?
Depende da sua primeira graduação: 12 meses para engenheiros e 24 meses para bacharéis e tecnólogos de gestão e indústria. Veja as trilhas:
Trilha | Para quem | Carga horária | Disciplinas |
|---|---|---|---|
12 meses (4 trimestres) | Engenheiros | 1.400 horas | 12 |
24 meses (8 trimestres) | Bacharéis e tecnólogos de gestão e indústria | 1.900 horas | 17 |
Prazos e cargas do catálogo da Unicive, consultado em 14 de outubro de 2026. O aproveitamento da sua graduação é confirmado pela secretaria acadêmica na matrícula.
Veja a página de cada trilha: 12 meses para engenheiros e 24 meses para bacharéis e tecnólogos de gestão e indústria.
Quem pode fazer a segunda graduação em Engenharia de Produção?
Engenheiros de 20 especialidades, como Civil, Elétrica, Mecânica, Química, Computação e Software, fazem a trilha de 12 meses. Bacharéis em Administração, Ciências Contábeis, Economia, Logística, Matemática e outras áreas da lista, além de tecnólogos de gestão e indústria, fazem a trilha de 24 meses.
Ao todo, a trilha de 12 meses aceita 20 formações e a de 24 meses aceita 35 formações. A lista completa está na página de cada trilha.
Formado em outra área? Veja as outras opções no simulador da UFEM
Tem TCC, estágio ou aula presencial?
Tem TCC e estágio supervisionado, os dois obrigatórios na Engenharia. Nesta graduação, o estágio tem 100 horas. Não tem aula presencial: você aproveita a presencialidade que já cumpriu na primeira graduação.
Para a matrícula, basta o diploma de graduação. A análise só confere se ele é autêntico. TCC e estágio variam de curso para curso na segunda graduação; na Engenharia, os dois entram sempre.
O que você estuda na segunda graduação em Engenharia de Produção?
O centro da grade é o planejamento, programação e controle da produção. Em volta dele estão mapeamento e gerenciamento de processos, engenharia de tempos e métodos, manufatura enxuta, gestão da qualidade, logística e cadeia de suprimentos, pesquisa operacional e projeto de instalações industriais.
Na trilha de 24 meses entram também automação da produção industrial, ciência dos materiais, metrologia e processos de fabricação, planejamento estratégico e ergonomia e segurança do trabalho.
Grade completa, trimestre a trimestre: 12 meses para engenheiros ou 24 meses para bacharéis e tecnólogos de gestão e indústria.
O que faz um engenheiro de produção?
Ele faz a operação render mais com menos perda: mede indicadores, redesenha processos, planeja a produção, cuida da qualidade e da logística. Na CBO, o código é o 2149-05, engenheiro de produção, da família de engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins, que tem engenheiro de processos e de planejamento industrial entre os sinônimos.
Atividades típicas da ocupação, segundo a CBO:
- Medir indicadores de processos, produtos e serviços
- Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
- Implantar ferramentas de controle de qualidade
- Criar métodos e processos de produção e segurança
- Definir métodos e etapas de produção
A indústria de transformação é o ramo predominante, segundo a CBO. No Novo CAGED de setembro de 2025 a agosto de 2026, as empresas de serviços de engenharia fizeram 9,4% das admissões de engenheiros de produção, e consultorias de gestão e de TI também aparecem entre os contratantes.
Quanto ganha um engenheiro de produção?
A média é de R$ 11.529,56 por mês no CBO 2149-05, com piso de R$ 9.367,45 e teto de R$ 16.887,00, em 9.054 admissões e desligamentos com carteira assinada no Novo CAGED de setembro de 2025 a agosto de 2026 (Portal Salário, atualizado em 8 de outubro de 2026).
Estado | Média mensal |
|---|---|
Rio de Janeiro | R$ 13.285,93 |
Bahia | R$ 12.680,38 |
Minas Gerais | R$ 11.919,69 |
Média por estado entre os 11 que têm página própria no Portal Salário para o CBO 2149-05. Fonte: Portal Salário, com dados do Novo CAGED.
Como está a indústria brasileira?
- R$ 2,6 trilhões foi o valor adicionado da indústria em 2025, com crescimento real de 1,4% (IBGE, Contas Nacionais).
- 77,4% foi o uso da capacidade instalada da indústria de transformação em julho de 2026 (CNI, Indicadores Industriais).
- 89,1% das indústrias com 100 ou mais pessoas ocupadas usavam ao menos uma tecnologia digital avançada em 2024 (IBGE, PINTEC Semestral).
- R$ 751,3 bilhões é a meta de recursos do Plano Mais Produção, que financia a política industrial Nova Indústria Brasil de 2023 a 2026 (BNDES).
O que está mudando na engenharia de produção?
IA entra na rotina da fábrica
O uso de inteligência artificial nas indústrias com 100 ou mais pessoas ocupadas subiu de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024, e a produção aparece em 52% das empresas que usam IA (IBGE).
Inovação de processo à frente da de produto
Em 2024, 51,9% das indústrias inovaram em processos de negócio e 45,2% em produtos, segundo o IBGE. Processo é o campo direto do engenheiro de produção.
Transformação digital com meta
A Nova Indústria Brasil tem a meta de transformar digitalmente 25% das empresas industriais em 2026 e 50% em 2033.
Descarbonização com mercado regulado
A Lei 15.042/2024 criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, que obriga operações acima de 10 mil toneladas de CO2 por ano a monitorar e relatar emissões.
Requalificação em massa
O Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, da CNI, estima 14 milhões de pessoas para qualificar até 2027.
Como começar a segunda graduação em Engenharia de Produção?
Confira a sua formação no simulador da UFEM e abra a página da trilha que combina com você: 12 meses para engenheiros ou 24 meses para bacharéis e tecnólogos de gestão e indústria.
Prefere falar com uma pessoa? Chame a UFEM no WhatsApp e diga qual é a sua graduação.
Leia também: Por que ter uma segunda graduação e Segunda graduação em Engenharia de Manutenção e Diagnóstico Industrial.
Perguntas frequentes sobre a segunda graduação em Engenharia de Produção
Quanto tempo dura a segunda graduação em Engenharia de Produção?
12 meses para engenheiros e 24 meses para bacharéis e tecnólogos de gestão e indústria, sempre 100% online. O prazo da sua trilha depende da sua formação e é confirmado na matrícula.
Quem emite o diploma?
A Unicive (Centro Universitário Cidade Verde, antiga UniFCV), credenciada no e-MEC com o código 3649. Você recebe o diploma de bacharel em Engenharia de Produção.
Preciso de registro no CREA para trabalhar?
Sim, para exercer como engenheiro. A Lei 5.194/1966 exige registro no CREA, e o conselho analisa diploma e histórico para definir título e atividades (Resoluções Confea 1.152/2025 e 1.073/2016). As atividades do engenheiro de produção estão na Resolução Confea 235/1975.
Engenheiro civil pode fazer em 12 meses?
Pode. Engenharia Civil está entre as 20 engenharias da trilha de 12 meses, com 1.400 horas e 12 disciplinas.
Administrador pode fazer Engenharia de Produção?
Pode. Administração está entre as 35 formações da trilha de 24 meses, com 1.900 horas e 17 disciplinas.
Fontes
- Catálogo público de segunda graduação da Unicive (simulador), consultado em 14 de outubro de 2026
- Portal Salário: Engenheiro de Produção, CBO 2149-05 (atualizado em 08/10/2026)
- CBO 2149-05 (reprodução da CBO do MTE)
- IBGE: PIB de 2025 (03/03/2026)
- CNI: Indicadores Industriais, julho de 2026
- BNDES: Painel do Plano Mais Produção
- IBGE: PINTEC Semestral (24/09/2025)
- IBGE: PINTEC Semestral, inovação (19/03/2026)
- MDIC: Nova Indústria Brasil, Inovação e Transformação Digital
- Lei 15.042/2024 (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões)
- CNI: Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, via Jornal de Brasília (11/10/2024)
- Lei 5.194/1966
- Confea: Resolução 1.152/2025
- Confea: Resolução 1.073/2016
- Confea: Resolução 235/1975
Dados de mercado conferidos em 15 de outubro de 2026.



