Segunda graduação em Engenharia de Aplicação: produção e vendas técnicas em 12 ou 24 meses

A segunda graduação em Engenharia de Aplicação leva 12 meses para engenheiros e 24 meses para tecnólogos da área industrial ou bacharéis de outras áreas. O curso é online do começo ao fim, sem presencialidade, e dá o diploma de bacharel da Unicive.
É a engenharia que liga a fábrica ao cliente, num momento em que a indústria de máquinas vende cada vez mais para fora: as exportações do setor somaram US$ 13,82 bilhões em 2025, alta de 5%, segundo a ABIMAQ.
Simule o seu prazo: abra o simulador da UFEM com Engenharia de Aplicação selecionada. Você informa a sua graduação e vê, na hora, a trilha que vale para você.
Quanto tempo leva a segunda graduação em Engenharia de Aplicação?
Depende da sua primeira graduação: 12 meses para engenheiros, 24 meses para bacharéis de outras áreas e 24 meses para tecnólogos da área industrial. Veja as trilhas:
Trilha | Para quem | Carga horária | Disciplinas |
|---|---|---|---|
12 meses (4 trimestres) | Engenheiros | 1.200 horas | 10 |
24 meses (8 trimestres) | Bacharéis de outras áreas | 1.800 horas | 16 |
24 meses (8 trimestres) | Tecnólogos da área industrial | 2.000 horas | 18 |
Prazos e cargas do catálogo da Unicive, consultado em 14 de outubro de 2026. O aproveitamento da sua graduação é confirmado pela secretaria acadêmica na matrícula.
Veja a página de cada trilha: 12 meses para engenheiros, 24 meses para bacharéis de outras áreas e 24 meses para tecnólogos da área industrial.
Quem pode fazer a segunda graduação em Engenharia de Aplicação?
Quem já tem diploma de curso superior em uma das formações aceitas. Engenheiros (Elétrica, Mecânica, Mecatrônica, Produção, Automação e outras engenharias da lista) fazem a trilha de 12 meses. Tecnólogos da área industrial e bacharéis em Administração, Ciências Contábeis, Matemática, Física, Química e outras áreas da lista fazem trilhas de 24 meses.
Ao todo, a trilha de 12 meses aceita 14 formações, a de 24 meses para bacharéis de outras áreas aceita 9 formações e a de 24 meses para tecnólogos da área industrial aceita 16 formações. A lista completa está na página de cada trilha.
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Tem TCC, estágio ou aula presencial?
Tem TCC e estágio supervisionado, os dois obrigatórios na Engenharia. Nesta graduação, o estágio tem 200 horas. Não tem aula presencial: você aproveita a presencialidade que já cumpriu na primeira graduação.
Para a matrícula, basta o diploma de graduação. A análise só confere se ele é autêntico. TCC e estágio variam de curso para curso na segunda graduação; na Engenharia, os dois entram sempre.
O que você estuda na segunda graduação em Engenharia de Aplicação?
A trilha de 12 meses tem dois lados. No da produção, planejamento e controle da produção, projetos de instalações industriais e comerciais, gestão da qualidade e desenvolvimento de projetos e produtos. No comercial, operações de vendas, projeção de vendas e negociação, estratégia de marketing e pesquisa de mercado.
A trilha de 24 meses para tecnólogos acrescenta cálculo, mecânica e resistência dos materiais, fenômenos de transporte, ergonomia e segurança do trabalho, gestão da inovação, avaliação e precificação, viabilidade econômica e vendas inbound e outbound.
Grade completa, trimestre a trimestre: 12 meses para engenheiros, 24 meses para bacharéis de outras áreas ou 24 meses para tecnólogos da área industrial.
O que faz um engenheiro de aplicação?
Ele adapta produtos e soluções industriais ao uso de cada cliente: entende a necessidade, especifica a solução, apoia a venda técnica e acompanha a implantação. É um cargo comum em fabricantes de máquinas, automação e componentes. A CBO não tem código próprio para ele; o mais próximo é o 2149-05, engenheiro de produção, cuja família inclui pesquisar o mercado consumidor, projetar produtos e processos e prestar assessoria técnica.
Atividades típicas da ocupação, segundo a CBO:
- Pesquisar o mercado consumidor
- Projetar produtos e processos
- Definir métodos e etapas de produção
- Estabelecer plano de ações preventivas e corretivas
- Prestar assessorias técnicas
Trabalha na indústria de transformação, em especial em fabricantes de máquinas e equipamentos, que ocupavam 403.294 pessoas em agosto de 2026 (ABIMAQ), em empresas de serviços de engenharia e consultoria e em projetos de instalações industriais e comerciais.
Quanto ganha um engenheiro de aplicação?
Como não há código próprio na CBO, a referência é o 2149-05: média de R$ 11.529,56 por mês, piso de R$ 9.367,45 e teto de R$ 16.887,00, em 9.054 admissões e desligamentos com carteira assinada no Novo CAGED de setembro de 2025 a agosto de 2026 (Portal Salário, atualizado em 8 de outubro de 2026).
Estado | Média mensal |
|---|---|
Rio de Janeiro | R$ 13.285,93 |
Bahia | R$ 12.680,38 |
Minas Gerais | R$ 11.919,69 |
Média por estado entre os 11 que têm página própria no Portal Salário para o CBO 2149-05. Fonte: Portal Salário, com dados do Novo CAGED.
Como está o mercado para quem liga produção e vendas?
- US$ 13,82 bilhões foi o total exportado em máquinas e equipamentos em 2025, alta de 5,0% (ABIMAQ).
- +6,2% foi a alta das exportações de máquinas de janeiro a agosto de 2026, enquanto a receita no mercado interno caiu 15,5% (ABIMAQ).
- 89,1% das indústrias com 100 ou mais pessoas ocupadas usavam ao menos uma tecnologia digital avançada em 2024 (IBGE, PINTEC Semestral).
- R$ 140 bilhões adicionais do BNDES e da Finep para a Nova Indústria Brasil até dezembro de 2026, anunciados em junho (via eixos).
O que está mudando na indústria e nas vendas técnicas?
Exportação segura o setor de máquinas
Com o mercado interno em queda, as vendas externas de máquinas cresceram 6,2% de janeiro a agosto de 2026 (ABIMAQ).
América do Sul ganha peso
Em 2025, as exportações de máquinas para a América do Sul cresceram 19,5%, com a Argentina em alta de 38,4%, enquanto as vendas para os Estados Unidos caíram 9,1% (ABIMAQ).
IA e indústria 4.0
O uso de inteligência artificial nas indústrias com 100 ou mais pessoas ocupadas foi de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024 (IBGE).
Cargos da ponte entre fábrica e mercado em alta
A lista Empregos em Alta 2026 do LinkedIn traz gerente de novos negócios em 15º e especialista em manufatura em 16º lugar no Brasil.
Reforma tributária na nota fiscal
Desde 3 de agosto de 2026, a NF-e precisa trazer os campos da CBS e do IBS, o que muda a forma de calcular preço e proposta comercial.
Como começar a segunda graduação em Engenharia de Aplicação?
Confira a sua formação no simulador da UFEM e abra a página da trilha que combina com você: 12 meses para engenheiros, 24 meses para bacharéis de outras áreas ou 24 meses para tecnólogos da área industrial.
Prefere falar com uma pessoa? Chame a UFEM no WhatsApp e diga qual é a sua graduação.
Leia também: Por que ter uma segunda graduação e Segunda graduação em Engenharia de Produção.
Perguntas frequentes sobre a segunda graduação em Engenharia de Aplicação
Quanto tempo dura a segunda graduação em Engenharia de Aplicação?
12 meses para engenheiros, 24 meses para bacharéis de outras áreas e 24 meses para tecnólogos da área industrial, sempre 100% online. O prazo da sua trilha depende da sua formação e é confirmado na matrícula.
Quem emite o diploma?
A Unicive (Centro Universitário Cidade Verde, antiga UniFCV), credenciada no e-MEC com o código 3649. Você recebe o diploma de bacharel em Engenharia de Aplicação.
Preciso de registro no CREA para trabalhar?
Para exercer atribuições de engenharia, sim: a Lei 5.194/1966 exige registro no CREA da região onde o profissional atua. O conselho analisa diploma, histórico e projeto pedagógico e define título e atividades (Resolução Confea 1.073/2016).
Engenharia de Aplicação é o mesmo que engenharia de vendas?
Tem a parte comercial, mas não só. A grade junta produção (planejamento e controle da produção, instalações industriais e comerciais, qualidade e desenvolvimento de produtos) com vendas, negociação, marketing e pesquisa de mercado.
Bacharel em Administração pode fazer?
Pode, na trilha de 24 meses para bacharéis de outras áreas, com 1.800 horas e 16 disciplinas. A grade detalhada dessa trilha é informada no atendimento, antes da matrícula.
Fontes
- Catálogo público de segunda graduação da Unicive (simulador), consultado em 14 de outubro de 2026
- Portal Salário: Engenheiro de Produção, CBO 2149-05 (atualizado em 08/10/2026)
- CBO 2149-05 (reprodução da CBO do MTE)
- ABIMAQ: Indicadores Conjunturais, janeiro de 2026
- ABIMAQ: Indicadores Conjunturais, setembro de 2026
- IBGE: PINTEC Semestral (24/09/2025)
- eixos: Nova Indústria Brasil terá R$ 140 bi até dezembro de 2026 (22/06/2026)
- LinkedIn: Empregos em Alta 2026, via Propmark (08/01/2026)
- Reforma tributária: notas com CBS e IBS, via Mercado&Consumo (03/08/2026)
- Lei 5.194/1966
- Confea: Resolução 1.073/2016
Dados de mercado conferidos em 15 de outubro de 2026.



